• #403 Copa de Babel: o mundo fala a língua do futebol
    Apr 17 2026

    Para começar a viver o clima de Copa, colocamos na área uma edição do podcast Bermuda Folgada de 2010, que era produzido por mim e contava com participações de Edu Malaveia e Daniel Grecco.

    Johanesburgo talvez tenha sido a Babel do mundo naquele ano. Por lá, diversas nacionalidades entraram em campo com suas culturas e idiomas. A diferença em relação à origem do termo Torre de Babel é que todos estiveram unidos pela linguagem universal do futebol.

    Acompanhe a escalação da seleção de peças raras que você ouve neste episódio:

    - narrações de futebol em diferentes idiomas;

    - a ascensão e a queda da Argentina em 2006;

    - o tema da Copa 2010 interpretado ao vivo na abertura da Copa;

    - a chamada espetacular em que Beto Hora dá voz a vários personagens e personalidades para anunciar a transmissão entre Brasil e Chile pela Rádio Bandeirantes;

    - José Silvério narrando um gol que não aconteceu contra Portugal;

    - o jingle dos Hipermercados Extra para a seleção brasileira.

    - narração do 4º gol da Alemanha pelo ponto de vista de um apaixonado narrador argentino;

    - gols da Alemanha na voz de um narrador local;

    - o gol de Villa que resulta na tristeza do povo paraguaio e na explosão do espanhol;

    - a lembrança de Fiori Gigliotti diante da queda do Brasil na Copa de 86

    - A Cara Do Brasil - Celso Viáfora (Celso Viafora-Vicente Barreto)


    crédito: a imagem da capa é inspirada na instalação Babel, de Cildo Meireles, e foi criada com o ChatGPT


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    42 mins
  • #402 Homenagem a Mister Sam: entrevista no Você é Curioso, da Rádio Bandeirantes
    Apr 14 2026

    O produtor musical, DJ e compositor Mister Sam morreu nesta segunda, dia 13 de abril, aos 80 anos.

    Para eternizar a trajetória do descobridor de artistas como Gretchen e Nahim, relembre a entrevista concedida por ele, em 20 de agosto de 2011, a Marcelo Duarte e Silvania Alves, no Você é Curioso, que era levado ao ar nas manhãs de sábado da Rádio Bandeirantes.

    Capítulos:

    00:00 Abertura e notícia sobre a morte de Mister Sam

    01:22 Medley de Mister Sam

    02:10 Biografia de Mister Sam

    02:46 Mister Sam revela que a música fez parte da vida dele desde que nasceu

    03:50 Em 64, Mister Sam se torna DJ e chega a gravar como cantor pela RCA

    05:08 Mister Sam fala sobre fórmula para revelar talentos musicais

    06:01 A produção musical na gravadora Copacabana

    07:00 Lady Lu descobriu ritmo funaná pelo youtube

    09:07 Artistas brasileiros que cantavam em inglês e foram lançados por Mister Sam, nos anos 70: Fábio Júnior era Mark Davis. A polêmica com Cayon Gadia, da Rádio Difusora

    11:30 Melô do Tacka-Tacka criado para Nahim traz cerne das músicas de Mister Sam: a alegria

    12:22 Como Mister Sam revela a descoberta de talentos como Gretchen, Lady Lu, Nahim

    13:47 Nahim teria gravado o primeiro RAP, em 1976

    14:19 Como é criado o comercial "É no Centro", que fez muito sucesso e é lembrado até hoje

    15:03 Mark Davis não dava entrevista porque Fábio Júnior não falava inglês

    15:35 Como surge o nome artístico de Gretchen

    16:23 Mister Sam proibiu Gretchen de namorar para que fosse cantora sexy brasileira

    18:48 Lançamento de grupos adolescentes, como Dominó, Banana Split e Tremendo

    23:30 Como descobrir talentos e trabalhar na era da música digital

    24:30 O sucesso da lambada: do Brasil para o mundo


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    27 mins
  • #401 Dia do Jornalista e um Universo de Notícias
    Apr 7 2026

    Nossa peça rara nesta edição faz parte daquela série "vale a pena ouvir de novo". A primeira vez que destacamos este áudio raríssimo foi em 2008, aqui mesmo no podcast Peças Raras.

    Acompanhe um programa apresentado durante a Semana de Jornalismo da ECA-USP, nos anos 70. Um Universo de Notícias tem a pretensão de apresentar a filosofia e a programação da Jovem Pan daquela época.

    A antiga Rádio Jovem Pan AM entrou no ar em 3 de maio de 1944, como Panamericana S.A. A emissora passou a se chamar Jovem Pan em 1965, quando deu início a uma nova era de sua evolução.

    As mudanças foram concluídas no início dos anos 70, com a opção por um jornalismo atuante e participativo, seguido por intensa prestação de serviços e um microfone aberto à transmissão esportiva. Com esse estilo, a Jovem Pan de São Paulo se transformou em um marco da história do radiojornalismo do país, apesar das mudanças de rumo que teve na última década.


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    32 mins
  • #400 Cantinho da Saudade para Ary Silva, o cronista da torcida amiga
    Apr 5 2026

    Em julho de 2012, Milton Neves deu voz a uma versão do tradicional Cantinho da Saudade, criado por Fiori Gigliotti.

    O texto foi escrito por mim, a partir de matérias publicadas em A Gazeta da Zona Norte, com o intuito de homenagear a trajetória repleta de conquistas do jornalista Ary Silva.

    Quem foi Ary Silva?

    Em 21 de junho de 1917 nasce Ary Silva, um jornalista responsável por grandes feitos para a crônica e para o esporte brasileiros. Antes de ficar conhecido pelas tradicionais Crônicas à Torcida Amiga, Ary teve uma trajetória repleta de pioneirismos.

    Em 1936, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, toma conhecimento de que a Philips recruta vendedores de rádio. Tenta, mas não obtém êxito na empreitada. No entanto, por sugestão do gerente de vendas, Nelson de Lorenzi, atleta do salto de vara, busca a sorte como repórter esportivo. Diante do Prof. Roberto Haddock Lobo, então chefe de esportes do Diário de São Paulo, antigo órgão dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, consegue a primeira oportunidade. Com apenas 19 anos, é efetivado como repórter esportivo, em 1º de outubro de 1936, com um salário de 200 mil réis, um bom montante, equivalente a mais de 70.000 reais nos dias de hoje.

    Dá novos saltos na crônica esportiva com conquistas importantes. Ainda em 36, participa da cobertura dos jogos olímpicos de Berlim e dos primeiros jogos abertos do interior. Em 37, entra na luta como fundador do Sindicato dos Jornalistas; Em 38, cobre a concentração da seleção brasileira de futebol para a copa do mundo da França. Em 39, a convite de Otávio Gabus Mendes, forma o Departamento de Esportes da Rádio Bandeirantes. É quando dá o pontapé inicial para a trajetória das coberturas da emissora com o Bola ao Ar.

    Na mesma época, inova ao criar o primeiro programa esportivo feminino do rádio brasileiro: Eva no Esporte. Ary escreve crônicas como se fosse uma mulher falando de esportes e conta com a leitura e interpretação das radioatrizes da emissora. Uma delas: Maria Estela Barros.

    Em 1941, funda a ACEESP – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Fica na Bandeirantes até 1947. Em 51, torna-se o primeiro comentarista da TV Brasileira, ao lado de Aurélio Campos, na Tupi. Em 58, a convite de Paulo Machado de Carvalho, integra a comissão que elabora o plano para a conquista da nossa primeira copa do mundo, na Suécia. Tinha orgulho de ter participado da fundação do jornal A Gazeta da Zona Norte, em 63, onde manteve uma coluna com o slogan dos tempos da Rádio Bandeirantes: “Torcida Amiga, bom dia”, até abril de 2001, quando morre em São Paulo.

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    15 mins
  • #399 60 anos de Plenimúsica e Rádio Jovem no Brasil
    Mar 31 2026

    No final de março de 1966, o jornal O Estado de Minas traz o anúncio de uma mudança que estava para acontecer na Rádio Mineira de Belo Horizonte.

    A chegada do sistema Plenimúsica/Factorama é o início de um tipo de rádio feito pensando no público jovem. Logo, a fórmula se espalha por todo o país, em emissoras como Difusora de São Paulo e Tamoio e Mundial, no Rio de Janeiro.

    Nesta edição especial, você conhece detalhes desta história com a participação de Edu Malaveia, autor do livro "Plenimúsica: memórias de um ouvinte malcomportado". A conversa foi ao ar originalmente em 2011 pela Rádio Malaveia.

    Capítulos:

    00:00 Abertura sobre os 60 anos do início do rádio jovem no Brasil

    01:37 Matéria do jornal O Estado de Minas anuncia a nova programação da Rádio Mineira em 1966, destacando o esquema Plenimúsica como sendo o futuro do rádio.

    02:49 A Rádio Mineira, de Belo Horizonte, é pioneira da programação de rádio especialmente dedicada ao público jovem

    04:11 Darcio Arruda pela Rádio Difusora Jet Music de São Paulo

    04:27 O padrão de loucução da Difusora Jet Music

    04:57 Rádio musical chega como alternativa ao avanço da TV no Brasil e José Mauro traz o formato Fourplay, dos Estados Unidos, que faz ouvinte ter sensação de que mais músicas eram tocadas na programação

    07:22 Carlos Townsend evolui o formato de rádio musical para a criação da Cidade FM

    08:28 A influência do rádio dos Estados Unidos e a inspiração de Big Boy no locutor Woolfman Jack

    11:33 O rádio fica mais econômico com a presença de DJs e o "vitrolão"

    12:39 O transistor revoluciona o jeito de ouvir rádio, que, a partir dos anos 60, torna o meio de comunicação portátil e móvel

    13:46 Big Boy na Rádio Mundial

    15:51 Darcio Arruda na Rádio Saudade FM, de Santos

    16:18 Edu Malaveia comenta inspiração de Big Boy em Woolfman Jack, com vinhetas e trilhas que são usadas no programa Ritmos de Boate

    18:14 Ângelo Vizarro Junior na webradio Alive relembra como era a Difusora dos anos 70

    21:18 Sobre mensagem da música Radio GaGa, do Queen, de 1985

    22:28 Mix de músicas sobre rádio

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    24 mins
  • #398 Homenagem a Juca de Oliveira
    Mar 21 2026

    Morreu na madrugada de hoje, 21 de março, aos 91 anos, o ator Juca de Oliveira


    Para homenagear o também dramaturgo e diretor, você vai ouvir uma peça rara que destaca a atuação de Juca de Oliveira na coluna Devaneio, em substituição a outro grande mestre do teatro, Paulo Autran. Em 2009, Juca de Oliveira foi um dos contemplados do Prêmio APCA por essa coluna Devaneio, que era veiculada na Bandnews FM.

    Fique aqui com uma entrevista de Juca de Oliveira a Inês de Castro e Ricardo Boechat alguns dias antes da estreia na emissora. Preste atenção como nesta conversa Juca de Oliveira já falava do teatro como uma forma de se manter o contato humano, diante do crescimento do uso de telas e internet.


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    38 mins
  • #397 80 anos de Antonio Carvalho
    Mar 21 2026

    Em 2010, eu produzia o podcast Bermuda Folgada, que era transmitido pela Rádio Malaveia. Em maio daquele ano, realizamos uma homenagem a Antonio Carvalho, uma voz marcante do rádio, especialmente nas madrugadas da Rádio Bandeirantes. O radialista nasceu em 21 de março de 194 6 e faleceu em 17 de maio de 2008 de leucemia, deixando saudade e desfalcando consideravelmente o dial.

    A falta de programas no rádio atual com apelos encontrados, por exemplo, no "Conversinha ao Pé do Ouvido", apresentado por Carvalho, é um dos assuntos que apresento neste episódio que volto a publicar aqui no Peças Raras.

    Nossa conversa é embalada por peças raras como os programas Frequência Balançada, Arquivo Musical e Grande Sampa, todos também apresentados pelo saudoso radialista. Os áudios referentes ao Frequência Balançada foram cedidos por Sidney Corrêa.


    Capítulos:

    00:00 Abertura sobre os 80 anos do radialista Antonio Carvalho

    02:15 Biografia de Antonio Carvalho narrada por Walker Blaz

    06:26 Antonio Carvalho encerra programa com frase que ficou eternizada na mente de quem ouvia o Grande Sampa: “Que o dia de hoje seja melhor que o de ontem e pior que o de amanhã, porque a vida é um eterno para frente e para o alto, não tem para trás”

    06:51 Marcelo Abud narra a trajetória de Antonio Carvalho no rádio

    11:12 Antonio Carvalho conta como nasce e o que se ouvia no Bandeirantes Frequência Balançada e fala de inovações criadas por Hélio Ribeiro

    18:53 “Álbum de Recordações”, programa piloto apresentado por Moraes Sarmento, que não foi aprovado e abriu espaço para o surgimento do Frequência Balançada

    21:01 Em entrevista ao site da Rádio Bandeirantes, Carvalho responde o que havia mudado no rádio entre a época que começou e o ano de 2006

    25:17 Edição do quadro Conversinha ao Pé do Ouvido, dentro do programa Grande Sampa, apresentado por Antonio Carvalho

    31:55 Homenagem a Antonio Carvalho escrita pelo poeta e ouvinte Alceu Sebastião Costa

    35:14 Antonio Carvalho comenta sobre ironia entre discursos pela paz e ações que geram guerras pelo mundo


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    38 mins
  • #396 A Bossa de Walter Silva, o Picapau
    Mar 7 2026

    Em 1962, a Bossa Nova conquista os Estados Unidos e o rádio está lá para registrar este momento histórico da música.

    Nesta edição, em homenagem ao saudoso radialista e produtor musical Walter Silva, o Picapau, que nasceu em 7 de março de 1933, você vai ouvir uma peça rara que marca aquele momento de consolidação desse estilo musical para além do Brasil.

    Antes do show com Oscar Castro Neves, Roberto Menescal, Sergio Mendes, Tom Jobim e João Gilberto, que você vai ouvir a partir de uma transmissão feita pela Rádio América de São Paulo, que era do Grupo Bandeirantes de Rádio, acompanhe um trecho de depoimento de Walter Silva ao MIS, Museu da Imagem e do Som, gravado em 1994.

    O festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em 21 de novembro de 1962, projetou os artistas brasileiros no cenário internacional. Semanas após a apresentação em Nova Iorque, o mesmo grupo da Bossa Nova se apresenta em Washington e logo depois é recepcionado na Casa Branca pela então primeira-dama Jacqueline Kennedy.

    A transmissão histórica feita pela Rádio América, que pertencia ao Grupo Bandeirantes, foi feita como uma transmissão de partida de futebol, ao vivo, com a emoção e descrição dos fatos. O áudio do show é do acervo da família de Walter Silva, mantido também pela produtora e viúva do Picapau, Deia Silva. A transmissão vai fazer você voltar no tempo e viajar até a Universidade George Washington, em 1962.


    Capítulos:

    00:00 Abertura com contexto do prestígio que a Bossa Nova alcança nos Estados Unidos, em 1962

    01:17 Walter Silva, em depoimento ao MIS, relata a importância dos shows de Bossa Nova, que ganham turnê no Carnegie Hall e na George Washington University. O jornalista explica como foi que conseguiu ir aos Estados Unidos para transmitir essas apresentações

    05:48 Walter Silva abre a transmissão do show de Bossa Nova nos Estados Unidos, em 1962, pela Rádio América/Bandeirantes. O primeiro a se apresentar é Oscar Castro Neves

    16:28 Roberto Menescal e quarteto de Oscar Castro Neves tocam alguns clássicos da Bossa Nova, incluindo O Barquinho

    23:10 Apresentação do sexteto de Sergio Mendes, que abre executando "Só Danço Samba"

    28:07 Tom Jobim é anunciado no palco do show. Após agradecer aos organizadores e à plateia, em inglês, canta "Samba de uma nota só" também em língua inglesa

    32:22 Tom e sexteto de Sergio Mendes tocam versão instrumental de "Samba de uma nota só"

    37:55 Tom Jobim e João Gilberto se juntam no palco. Inicialmente interpretam "Só Danço Samba"

    40:30 João Gilberto canta Corcovado

    44:28 Desafinado, com João Gilberto

    47:50 João Gilberto e Tom Jobim interpretam "O Samba da Minha Terra", de Dorival Caymmi

    51:36 Walter Silva encerra transmissão da apresentação de Bossa Nova, em Washington, no ano de 1962

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    56 mins