Ricardo Faria | Café com Política
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O prefeito de Contagem, Ricardo Faria (PSD), tem tentando evitar antecipar o debate eleitoral. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube na sexta-feira (10/4), o chefe do Executivo afirmou que não há como declarar apoio neste momento, mesmo sendo do mesmo partido do vice-governador Mateus Simões.
Segundo Faria, a definição só deve ocorrer após as convenções partidárias.“Eu nem sei quem vai ser candidato; A gente vai definir para quem que a gente vai e vai ter apoio, mas certamente o que eu posso te garantir é que eu estarei no palanque da senadora Marília Campos”, pontuu.
Questionado sobre o governador Mateus Simões, o prefeito adotou um tom cauteloso e avaliou que Simões ainda está em processo de consolidação política. “Ele está se construindo. Ele foi um vice governador também atuante, muito próximo da gestão e está agora nesse desafio também de percorrer o Estado”, avaliou.
Apesar de filiado ao PSD, o prefeito reforçou alinhamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e minimizou possíveis impactos da pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ao Planalto. “ Eu acho que eles (PSD) sabem da minha orientação política. Sabem da forma com que eu conduzo”, analisou o prefeito, que frisou ainda que a política partidária é dinâmica: “A política é muito dinâmica, sobretudo a política partidária”.
Durante a entrevista, Faria descartou deixar o PSD e elogiou a condução do partido em Minas. “Total afinidade. É um partido que tem um potencial de crescimento enorme".
Apoio político e relação institucional
Questionado sobre apoio a parlamentares nas eleições deste ano, o prefeito afirmou que adotará um critério pragmático. “Nós vamos apoiar os candidatos que estão sempre ajudando a cidade, que estão colocando emendas na cidade”, afirmou.
Durante a entrevista, Faria também prometeu manter uma relação estável com a Câmara Municipal. “A gente tem uma relação muito estreita com a Câmara, uma relação harmoniosa de que a base permaneça”. Segundo Faria, não há, neste momento, uma pauta prioritária de projetos a ser enviada ao Legislativo, embora aponte a necessidade de modernização administrativa. “A gente tem desafios, que a gente precisa de construir algumas legislações para poder modernizar a máquina pública.”
Sobre a base política, o prefeito classificou o PT como aliado importante, mas evitou falar em cenários futuros.
Transporte e obras estruturantes
Na área de mobilidade, Faria afirmou que o sistema integrado de transporte de Contagem deve começar a operar em 2027, com testes previstos para o início do ano. “Até o final desse ano e início do próximo ano, a gente inicia os testes para que ele possa estar funcionando”, explicou o prefeito, destacando que o início deve ocorrer em janeiro, período de menor fluxo na cidade.
Já sobre as obras na BR-381, na Fernão Dias, o prefeito cobrou agilidade da concessionária e destacou os impactos na mobilidade urbana. “A gente está aguardando isso, porque a gente fica ilhado ali. E as pessoas? Elas não conseguem passar a integrar a cidade de um lado para o outro”, afirmou.
Continuidade, gestão e prioridades
Ao assumir o comando da prefeitura após a saída de Marília Campos (PT), Faria prometeu dar continuidade à gestão, mas com marca própria. “É um governo de continuidade”, afirmou, destacando que pretende manter o diálogo com a população e fortalecer mecanismos de participação.
Ele também indicou foco na modernização da administração e na atração de investimentos. “A gente precisa de avançar cada vez mais para a gente possa criar um ambiente que traga mais celeridade no que diz respeito aos investimentos”.
Sobre a equipe, o prefeito sinalizou manutenção do secretariado. “Time que está ganhando não se mexe”, afirmou, citando o alto índice de aprovação da gestão anterior.
Faria descartou ainda discutir reeleição neste momento. “Está muito prematuro ainda, não estamos pensando nisso. O nosso trabalho está focado e dedicado em cumprir esse mandato”, disse.
Na área fiscal, ele defendeu a manutenção de um IPTU equilibrado. “A gente vai trabalhar nessa perspectiva de justiça social, uma cidade que cobre um IPTU justo”, afirmou, acrescentando que o tema já foi superado no município.